Há uma senhora
A quem sirvo nos momentos de loucura.
Em quem penso e anseio que me abrace
enquanto a corrida do sangue quente não parasse
oh, como é bela a sua boca pura!
Ai... ohh... ahh...
E deixar quem me consuma essa menina da maldade,
essa senhora das quimeras a quem chamam Crueldade.
E há também um senhor!
A esse lorde do desejo - suave brisa nocturna
que me afaga as zonas erógenas da mente
com uma cadência prazenteira e frequente.
Eu arranco a sua roupa tão soturna
Porque esta luz reflectida em sua pele
é retrato da intensidade com que o desejo me impele
A mergulhar na sua boca - negro abismo! - ,
na boca desse senhor que baptizaram de Sadismo.
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Não quero saber
Hoje não quero aprender!
Quero ser eu por um só dia,
quero enfrentar a manhã fria!
Hoje não aprenderei, e serei eu.
Hoje não quero saber o que aprendi
Ou saber porque Mona Lisa se ri:
tal pouco me interessa;
Hoje quero ser eu: alma que professa
o Egoísmo.
Saber que rei fundou que país
é-me simplesmente irrelevante.
Saber quantas cores tem o arco-íris
para mim é insignificante.
Hoje não quero ser intoxicado
por qualquer texto que não meu;
Quero ser eu todo este dia,
sair e enfrentar a manhã fria.
Chegar e ver seguinte aurora
sentar quieto, vasculhar a memória.
Lembrar do dia em que esqueci de beber
do cálice da glória
alheia.
Quero ser eu por um só dia,
quero enfrentar a manhã fria!
Hoje não aprenderei, e serei eu.
Hoje não quero saber o que aprendi
Ou saber porque Mona Lisa se ri:
tal pouco me interessa;
Hoje quero ser eu: alma que professa
o Egoísmo.
Saber que rei fundou que país
é-me simplesmente irrelevante.
Saber quantas cores tem o arco-íris
para mim é insignificante.
Hoje não quero ser intoxicado
por qualquer texto que não meu;
Quero ser eu todo este dia,
sair e enfrentar a manhã fria.
Chegar e ver seguinte aurora
sentar quieto, vasculhar a memória.
Lembrar do dia em que esqueci de beber
do cálice da glória
alheia.
domingo, 27 de Dezembro de 2009
Convite
Boas tardes,
Anuncio-vos que criei um outro blog - este continuará a existir! Um blog mais pessoal, onde poderei escrever da maneira como me der mais jeito, sobre o que muito bem entender. Desde discorrer sobre assuntos mais sérios até fazer comentários mais aparvalhados, sinto-me à vontade para fazer o que bem quiser.
Este blog quero manter dedicado à poesia, por isso ele continuará a existir, independentemente do outro.
Para o verem e, talvez, seguirem, consultem:
http://lalumierepourpre.blogspot.com
Anuncio-vos que criei um outro blog - este continuará a existir! Um blog mais pessoal, onde poderei escrever da maneira como me der mais jeito, sobre o que muito bem entender. Desde discorrer sobre assuntos mais sérios até fazer comentários mais aparvalhados, sinto-me à vontade para fazer o que bem quiser.
Este blog quero manter dedicado à poesia, por isso ele continuará a existir, independentemente do outro.
Para o verem e, talvez, seguirem, consultem:
http://lalumierepourpre.blogspot.com
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Não, não é romance
As músicas que podia cantar
agora que conheço a inspiração;
essas que me viriam embalar
quando o medo vem na escuridão
à minha mente passear.
Oh, os quadros que eu podia pintar
agora que conheço a tua cara
e o teu corpo, que como um
sopro me afaga quando chega
ao cais da minha memória.
Mas recuo porque temo o final da história.
O barulho que eu podia fazer
ao festejar o que conheço...
Mas não tenho nem
um rascunho do começo...!
Aquilo que mais me inspira
somente vive, em mim, quando adormeço.
O teu corpo e alma:
um fantasma tão etéreo
que vagueia incessantemente
entre os prazeres no cemitério
onde enterro quem está dormente.
E lendo as lápides,
neste breu,
vejo que o que penso estar morto
nunca viveu.
Mas apesar da simbiose
extinta e nunca antes começada...
tu vives!
Efeméride a ser celebrada!
Então eu canto sem falar
esta canção de embalar
Onde as lágrimas que me fogem
são sombras das notas que canto;
Na música onde sou injusto e te chamo
A Origem do meu pranto.
Pois eu sei que serias capaz,
e que farias o que desejo
fosse possível alterar o que já traz
essa mente e corpo benfazejo.
agora que conheço a inspiração;
essas que me viriam embalar
quando o medo vem na escuridão
à minha mente passear.
Oh, os quadros que eu podia pintar
agora que conheço a tua cara
e o teu corpo, que como um
sopro me afaga quando chega
ao cais da minha memória.
Mas recuo porque temo o final da história.
O barulho que eu podia fazer
ao festejar o que conheço...
Mas não tenho nem
um rascunho do começo...!
Aquilo que mais me inspira
somente vive, em mim, quando adormeço.
O teu corpo e alma:
um fantasma tão etéreo
que vagueia incessantemente
entre os prazeres no cemitério
onde enterro quem está dormente.
E lendo as lápides,
neste breu,
vejo que o que penso estar morto
nunca viveu.
Mas apesar da simbiose
extinta e nunca antes começada...
tu vives!
Efeméride a ser celebrada!
Então eu canto sem falar
esta canção de embalar
Onde as lágrimas que me fogem
são sombras das notas que canto;
Na música onde sou injusto e te chamo
A Origem do meu pranto.
Pois eu sei que serias capaz,
e que farias o que desejo
fosse possível alterar o que já traz
essa mente e corpo benfazejo.
sábado, 31 de Outubro de 2009
O que conta não é o caminho, mas o destino
Obediência ao mais sublime estado de
auto-indulgência que
purifica a alma que descansa no meu corpo.
Prenderam-me, querem-me morto!
E que acorda como se de um sono dominado
por sonhos tivesse saído.
E saiu mesmo, de um sonho perdido.
Tenta escapar da cela onde acordou
e atiro contra o guarda que vigiou o meu
estado de dormência.
Acordo e arrombo a cela,
vejo a rua e entro nela.
Entro numa ruela impregnada de podridão;
na qual se terá de desenvencilhar, e onde
cada vulto é um ladrão
armado, pronto a matar.
Cada caso de solidão que lá vagueia,
reconheço como uma luz, uma candeia,
um símbolo de que que como eu caminham muitos.
E iluminado pela mais sóbria escuridão
regresso ao estado mais puro (animal selvagem);
luta pela sobrevivência - dane-se lá a nação -
que comece e que acabe cedo a viagem.
Observo passivamente um candeeiro brilhante
que ilumina a mais degrada esquina que já vi
E as minhas pernas é que decidem: "Avante!",
e caminham passo a passo, cada uma por si.
Observo uma mão que se estende rápido para mim
e rápido compreendo que não é para me afagar
afasto-me rapidamente, assim,
a minha integridade não servirá para ninguém violar.
Mais uma ruela, mais um perigo a ultrapassar,
mais esquinas, mais pessoas no encalço.
Mais fumo e mais odores pairam no luar
e doem-me os pés, como se andasse descalço.
A culpada é a viagem que me mata
e que fui eu que escolhi como caminho
Mas não me arrependo (a minha escolha foi exacta)
continuo a cambalear, que se dane o rapazinho;
que se chega à minha beira a pedir esmola
e que esconde na algibeira uma pistola.
Rápido fujo e me escondo da piedade,
Ainda que bêbado, conservo ainda a sobriedade.
Porque ovelhas não vagueiam nesta rua,
porque elas não se alimentam da amargura
de quem passa, lentamente,
Pernas, minhas pernas... EM FRENTE!!
Fujo desta estrada suja
que não é minha nem é tua
É de quem nela quer viver,
quem vive lá é pra sofrer por bel-prazer.
Eu a usei só como caminho
para fugir da prisão do meu destino
Onde me prenderam os cobardes que me albergaram
Onde vivem os santos que mais pecaram.
E vejo o mar, e as ondas e as estrelas
Tão realçadas na noite escura;
Lindas as luzes que caem delas.
E oiço a água mais pura
bater em cada rocha, tão dura:
contra as quais meu corpo poderá bater,
todo e cada osso meu ceder,
mas mais risco, menos risco...
Olhando para trás: arrisco.
E subo no barco putrefacto;
mais um caminho indesejável...
Meses de longa provação
onde a luta é justificada
por um pedaço de um pão.
Viajo com colegas dos quais não gosto;
Viajo, contudo, por gosto
do destino ao qual rumo.
Olho para trás quando lá chego.
O caminho não valeu a pena.
O caminho não foi alegre.
O que o caminho me ensinou é inútil
a não ser que deseje viver nele.
O caminho não justificou o fim;
o fim é que justificava todo e cada caminho.
Eu tive que percorrer este porque me prenderam
na prisão;
mas teria escolhido um mais fácil se tivesse havido razão
para ter ficado livre no sítio onde albergaram,
no sítio onde mais santos pecaram.
Olho para trás, uma vez mais.
E concluo, com tristeza no olhar
(olho para o mar, não para a terra onde cheguei):
"o caminho não interessa, mas sim o fim pró qual rumei."
auto-indulgência que
purifica a alma que descansa no meu corpo.
Prenderam-me, querem-me morto!
E que acorda como se de um sono dominado
por sonhos tivesse saído.
E saiu mesmo, de um sonho perdido.
Tenta escapar da cela onde acordou
e atiro contra o guarda que vigiou o meu
estado de dormência.
Acordo e arrombo a cela,
vejo a rua e entro nela.
Entro numa ruela impregnada de podridão;
na qual se terá de desenvencilhar, e onde
cada vulto é um ladrão
armado, pronto a matar.
Cada caso de solidão que lá vagueia,
reconheço como uma luz, uma candeia,
um símbolo de que que como eu caminham muitos.
E iluminado pela mais sóbria escuridão
regresso ao estado mais puro (animal selvagem);
luta pela sobrevivência - dane-se lá a nação -
que comece e que acabe cedo a viagem.
Observo passivamente um candeeiro brilhante
que ilumina a mais degrada esquina que já vi
E as minhas pernas é que decidem: "Avante!",
e caminham passo a passo, cada uma por si.
Observo uma mão que se estende rápido para mim
e rápido compreendo que não é para me afagar
afasto-me rapidamente, assim,
a minha integridade não servirá para ninguém violar.
Mais uma ruela, mais um perigo a ultrapassar,
mais esquinas, mais pessoas no encalço.
Mais fumo e mais odores pairam no luar
e doem-me os pés, como se andasse descalço.
A culpada é a viagem que me mata
e que fui eu que escolhi como caminho
Mas não me arrependo (a minha escolha foi exacta)
continuo a cambalear, que se dane o rapazinho;
que se chega à minha beira a pedir esmola
e que esconde na algibeira uma pistola.
Rápido fujo e me escondo da piedade,
Ainda que bêbado, conservo ainda a sobriedade.
Porque ovelhas não vagueiam nesta rua,
porque elas não se alimentam da amargura
de quem passa, lentamente,
Pernas, minhas pernas... EM FRENTE!!
Fujo desta estrada suja
que não é minha nem é tua
É de quem nela quer viver,
quem vive lá é pra sofrer por bel-prazer.
Eu a usei só como caminho
para fugir da prisão do meu destino
Onde me prenderam os cobardes que me albergaram
Onde vivem os santos que mais pecaram.
E vejo o mar, e as ondas e as estrelas
Tão realçadas na noite escura;
Lindas as luzes que caem delas.
E oiço a água mais pura
bater em cada rocha, tão dura:
contra as quais meu corpo poderá bater,
todo e cada osso meu ceder,
mas mais risco, menos risco...
Olhando para trás: arrisco.
E subo no barco putrefacto;
mais um caminho indesejável...
Meses de longa provação
onde a luta é justificada
por um pedaço de um pão.
Viajo com colegas dos quais não gosto;
Viajo, contudo, por gosto
do destino ao qual rumo.
Olho para trás quando lá chego.
O caminho não valeu a pena.
O caminho não foi alegre.
O que o caminho me ensinou é inútil
a não ser que deseje viver nele.
O caminho não justificou o fim;
o fim é que justificava todo e cada caminho.
Eu tive que percorrer este porque me prenderam
na prisão;
mas teria escolhido um mais fácil se tivesse havido razão
para ter ficado livre no sítio onde albergaram,
no sítio onde mais santos pecaram.
Olho para trás, uma vez mais.
E concluo, com tristeza no olhar
(olho para o mar, não para a terra onde cheguei):
"o caminho não interessa, mas sim o fim pró qual rumei."
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